Aproveitar oportunidades de negócios é sempre um desafio no meio empresarial e um dos problemas mais recorrentes para situações como essa é a indisponibilidade de capital para a realização de investimentos. Muitos empresários recorrem a empréstimos bancários, porém muitas vezes sem avaliar o impacto que a linha de financiamento escolhida terá na implantação do projeto.
Assim aconteceu com uma empresa que estrutura e implanta projetos de usinas fotovoltaicas na modalidade de geração distribuída para atender a clientes corporativos. A demanda de implantação de uma usina fotovoltaica com capacidade instalada de 1 MW para atender a uma rede de farmácias localizadas no Estado da Bahia surgiu, mas como o cliente não tinha interesse em realizar o investimento, mas apenas em adquirir a energia gerada, veio junto a oportunidade em realizar o investimento e se tornar também um vendedor de energia renovável. Porém havia um desafio, como a empresa levantaria os recursos necessários para realizar o investimento de forma sustentável e reforçando a viabilidade econômica do projeto?
O primeiro passo foi a realização de uma análise de viabilidade econômico-financeira em que além de avaliar a viabilidade do investimento em si, avaliava o impacto de determinadas linhas de financiamento nos indicadores de viabilidade do projeto. Dessa forma ocorreu a decisão de financiar o projeto através de uma linha de recursos subsidiada, o FNE (Fundo Constitucional do Nordeste), linha gerida pela SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) e distribuída pelo BNB (Banco do Nordeste SA), que se tornou a melhor opção por apresentar as seguintes características:
- Carência: período de isenção de pagamento das parcelas, permitindo que a usina gerasse receita antes de iniciar a amortização do financiamento.
- Longo Prazo: prazo adequado para realização das amortizações considerando o equilíbrio da capacidade de pagamento da usina;
- Custo do Capital: taxa de juros abaixo da SELIC, gerando um custo mais atrativo em relação ao custo do capital próprio.
Acessar uma fonte de recursos subsidiados, com baixo custo, carência e prazo longo para amortizações é considerada por muitos uma tarefa árdua e para alguns uma tarefa impossível, mas o objetivo desse texto é apresentar um caso real e demonstrar que com planejamento, metodologia e técnica essa tarefa é muito factível e benéfica.
O que devo fazer para acessar essa linha de financiamento?
Primeira Etapa – Cadastro da Empresa e Sócios
Etapa que consiste em cumprir o check list apresentado pelo banco, mas que demanda alguns cuidados necessários a celeridade e sucesso do processo de cadastro, são eles:
- Entender qual a personalidade jurídica atende melhor às necessidades do projeto, neste caso optou-se por uma SPE (Sociedade de Propósito Específico);
- Certificar que não existem apontamentos em nome dos sócios, tanto PJ (Pessoa Jurídica) como PF (Pessoa Física);
- Atentar-se a validade e legibilidade dos documentos apresentados;
- Alinhar o objetivo do cadastro desde o início das tratativas com a Instituição Financeira.
Segunda Etapa – Análise e aprovação do projeto de financiamento
Etapa mais longa e trabalhosa pois envolve demonstrar à Instituição Financeira a viabilidade do projeto, a estrutura de garantias que o projeto disponibiliza para lastrear o financiamento, a capacidade de aporte dos recursos próprios e demonstrar que o projeto se enquadra nas exigências normativas da Instituição, o que exige capacidade técnica para defesa do projeto, acompanhamento próximo e atenção aos seguintes itens:
- Garantia real da operação: imóveis e/ou equipamentos da usina fotovoltaica, atentando-se que para que um imóvel possa ser utilizado como garantia o mesmo deve ter avaliação compatível com o financiamento, ter toda a documentação atualizada e livre de ônus;
- Proposta Comercial de equipamentos e serviços: documentos devem ser emitidos pelos respectivos fornecedores e devem estar condizentes com as referências de mercado, e será esse documento que irá balizar o montante a ser financiado;
- Apresentação do fluxo de receitas e gastos projetados: a partir dessas informações a instituição financeira irá avaliar a capacidade de pagamento do projeto e definir os prazos de carência e amortização;
- Garantir o atendimento aos requisitos normativos: estar sempre atento a licenças e pareceres dos órgãos competentes.
Por fim, após a certificação dos itens supracitados, a Instituição Financeira emitirá a sua proposta de financiamento com as definições de prazos, garantias reais e adicionais, além dos custos e tarifas.
Terceira Etapa – Contratação e Liberação dos Recursos
Etapa final do processo de captação de recursos, momento de atendimento de pendências pré contratuais e pré desembolso como as listadas abaixo:
- Pagamento de Tarifas de Cadastro e Análise: gatilho para que a Instituição possa realizar a emissão do contrato de financiamento;
- Registros Cartorários: momento em que serão realizados os devidos registros de alienação das garantias reais e o registro do contrato em si;
- Composição das garantias adicionais: em geral a garantia adicional é a composição de um fundo de liquidez que fica aplicado na própria Instituição;
- Contratação de seguros para as garantias: no caso de imóveis com edificações e máquinas e equipamentos, considerando a Instituição Financeira como beneficiária;
- Comprovar a Aplicação de Recursos Próprios: que pode ser comprovado pela apresentação de Notas Fiscais e respectivos comprovantes de pagamento ou disponibilizando o valor referente aos recursos próprios na conta corrente na própria Instituição Financeira;
- Apresentação das Notas Fiscais: para que os recursos possam ser desembolsados aos fornecedores será necessário apresentação das Notas dos respectivos fornecedores, e no caso de o investimento já estar em curso, os comprovantes de pagamento do que já foi adquirido.
Após o cumprimento dos pontos acima, o montante financiado será disponibilizado para efetivo pagamento direto ao fornecedor ou para ressarcimento dos montantes já gastos pelo tomador do crédito.
O projeto alvo deste estudo apresentou resultados excelentes que não só trouxe conforto quanto a viabilidade de realização do investimento com participação de recursos de terceiros como melhorou os indicadores de rentabilidade e retorno do investimento:
- Carência: 12 meses;
- Amortização: 23 anos;
- Custo do Capital: abaixo da Selic.
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